Encerrou nesta semana o estágio de Psicologia no Programa de Acolhimento Social – PAS. Três estudantes do oitavo semestre da disciplina de Estágio Básico ministrada pelo Professor e Psicólogo Nasser Haidar Barbosa, acompanharam todas as quartas-feiras durante o ano letivo as atividades de atendimentos, orientações e acolhimento no Balcão de Direitos Humanos do CDH/CCJ.
As atividades do PAS também são orientadas pela Advogada do CDH e vice-presidenta do CCJ Cynthia Pinto da Luz e aliam esforços com instituições de ensino superior, visando propiciar aos futuros profissionais reflexões e práxis à promoção da cidadania da população e a ampliação e melhoria das atividades desenvolvidas em prol das lutas sociais.
Além de acompanharem os atendimentos na sede do CCJ/CDH, o estágio também possibilitou a experiência de visitas em unidades prisionais na cidade de Joinville (Penitenciária Industrial de Joinville (PIJ), Presídio Feminino de Joinville (PFJ) e Presídio Regional de Joinville (PRJ) e produção de relatórios destas visitas.
A parceria entre a faculdade Ielusc e CDH contribui para a formação de profissionais com olhar crítico para a realidade da comunidade carcerária (trabalhadoras e trabalhadores do sistema, pessoas presas, egressos e familiares) e também das mais diversas violações de direitos humanos. Para o CDH o mais importante é formar defensoras e defensores de direitos humanos, não apenas profissionalmente, mas como uma opção de vida, na defesa da vida e de pessoas vulnerabilizadas. Formar para a coletividade organizada e engajada.
Breve relato sobre o que acharam da experiência do estágio no CDH/CCJ e o que vão levar para suas vidas e carreiras:
Paola Mazzucato, 26 anos: O estágio no CDH me permitiu ter outra percepção de vida, as vivências e as idas a campo me mostraram a importância dos afetos e a essencialidade do processo de escuta para com os outros. Foi por meio do CDH que entendi que a força do coletivo é maior que qualquer outra e que ela é capaz de fazer mudanças, independente do tamanho dela. Além disso, a cada ida ao estágio ficava cada vez mais evidente a importância da garantia dos direitos humanos e isso fica para minha vida e carreira, todas as conversas, as reflexões e afetos que nos foi apresentado, espero poder contribuir continuamente ao CDH e a comunidade.
Isabel Helena Ramos, 23 anos: Eu gostei muito de fazer estágio no CDH, porque é um espaço que recebe diferentes demandas e por isso é um campo fértil para desenvolvimento de quem atua ali. No estágio foi possível entrar em contato com diferentes realidades e como funciona a linha de frente na defesa dos direitos humanos, pontos essenciais em qualquer formação profissional, mas principalmente de futuros psicólogos.
Para minha vida e carreira quero levar o profissionalismo e disponibilidade de todos que que trabalham no PAS, nas visitas de inspeção e no dia a dia do CDH, assim como o carinho e todo conhecimento adquirido. Fico muito feliz pela receptividade da equipe e espero continuar fazendo parte do CDH.
Felipe Padilha Lubawski, 22 anos: O estágio no CDH foi muito importante para a minha formação acadêmica mas principalmente para o meu desenvolvimento pessoal. Durante todo o ciclo, o acompanhamento das atividades do CDH me fizeram ter novas perspectivas e formas de ver as pessoas, a sociedade e o mundo. Também aprendemos muito com as pessoas que atuam aqui, que nunca nos negaram um sorriso ou cuidado, com as trocas de experiências, os acolhimentos do PAS e com toda a história de conquistas que o CDH carrega. Do estágio, eu levo os afetos, as amizades e o compromisso de promover os direitos humanos e o acolhimento das pessoas, independente dos caminhos que a formação me levar. Fico muito feliz e muito grato por tudo que vivi durante esse ano e espero também fazer parte de alguma forma do trabalho do CDH daqui pra frente.

